Abeifa registra alta de 55,8% no primeiro trimestre; BYD domina 87% das vendas

Vendas de elétricos e híbridos das marcas associadas registram alta de 61% no período
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O mercado de veículos importados e de produção local vinculados à Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com números extremamente positivos. De acordo com os dados mais recentes, as nove marcas associadas registraram a venda de 43.178 unidades entre janeiro e março, um crescimento robusto de 55,8% em comparação ao mesmo período de 2025.

Março: O mês da arrancada
O desempenho isolado de março foi o grande motor dessa aceleração. Com 18.768 modelos entregues, o mês registrou uma alta de 45,9% frente a fevereiro (12.866 unidades). Quando comparado a março de 2025, o salto é ainda mais impressionante: 84,5% de evolução.

O setor atribui essa performance à estabilização de estoques e ao apetite renovado do consumidor brasileiro por novas tecnologias, especialmente no segmento de luxo e eletrificados.

O Fenômeno BYD e a Hegemonia Chinesa
Não é possível analisar os números da Abeifa sem destacar o papel da BYD. A gigante chinesa consolidou-se como o principal pilar da associação, sendo responsável por 37.643 veículos licenciados no trimestre.

Crescimento da BYD: +73,6% em relação ao ano anterior.
Market Share Interno: A marca detém impressionantes 87% do volume total de vendas das associadas Abeifa.
Essa concentração reforça a mudança de paradigma no mercado brasileiro, onde as marcas tradicionais agora enfrentam a agressividade comercial e tecnológica das fabricantes asiáticas.

Liderança na Eletrificação
As marcas da Abeifa continuam sendo a ponta de lança da transição energética no Brasil. No primeiro trimestre, foram comercializadas 41.131 unidades eletrificadas (elétricos e híbridos) pelas associadas, uma expansão de 61,1% sobre o acumulado de 2025.

Para se ter uma ideia da relevância, o volume da Abeifa representa 43,1% de todo o mercado nacional de eletrificados, que somou 95.433 emplacamentos no período.

“Essa decisão encurta a cadeia logística e, a longo prazo, aumenta a competitividade da produção regional”, enfatiza a montadora em nota, referindo-se aos planos de nacionalização e otimização da distribuição.
Com a produção regional ganhando força, a tendência é que os custos logísticos sejam mitigados, permitindo que os veículos eletrificados mantenham preços competitivos mesmo diante das variações cambiais e tributárias previstas para o decorrer de 2026.

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