BYD lança Atto 2 DM-i Flex no Brasil com foco em eficiência e mais de 1.000 km de autonomia

Nacionalizado, Atto 2 é o primeiro plug-in flex da BYD no mundo
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A BYD acaba de iniciar mais um capítulo estratégico na sua operação brasileira. Produzido no complexo industrial de Camaçari, na Bahia, o inédito BYD Atto 2 DM-i Flex já está disponível para encomendas, com as primeiras entregas programadas para o terceiro trimestre deste ano.

Batizado especificamente para o mercado nacional, o SUV compacto carrega um marco histórico: é o primeiro veículo híbrido plug-in flex da fabricante chinesa em todo o mundo. A novidade não apenas expande o portfólio da marca, mas promete sacudir a concorrência ao democratizar a tecnologia plug-in em um segmento de alto volume.

De olho no segmento de SUVs compactos

Com 4,33 metros de comprimento e 2,62 metros de distância entre-eixos, o Atto 2 entra diretamente na briga com pesos-pesados do mercado, como Nissan Kicks, Toyota Yaris Cross, Honda HR-V, Hyundai Creta e Volkswagen T-Cross. O grande trunfo da BYD é oferecer um conjunto mecânico eletrificado avançado em uma faixa de preço onde os rivais entregam, no máximo, hibridização leve ou motores a combustão tradicionais.

O modelo já está disponível a partir desta quarta-feira (10) para vendas diretas em duas configurações de acabamento:

  • Versão GL: a partir de R$ 149.990,00
  • Versão GS: a partir de R$ 169.900,00

O coração do sistema DM-i Flex

O conjunto híbrido DM-i do Atto 2 foi projetado para priorizar a tração elétrica na esmagadora maioria das situações de trânsito. O motor 1.5 a combustão flex atua prioritariamente como um gerador de energia para alimentar a bateria, entrando em ação tracionando as rodas apenas em cenários de alta demanda, como velocidades de cruzeiro elevadas ou acelerações mais vigorosas.

As especificações variam conforme a versão escolhida:

  • Atto 2 GL: Entrega potência combinada de 177 cv, alimentada por uma bateria de 7,85 kWh. A autonomia em modo 100% elétrico é de 45 km (pelo ciclo europeu de testes).
  • Atto 2 GS: A topo de linha salta para 197 cv de potência combinada e adota uma bateria substancialmente maior, com 18,03 kWh, garantindo autonomia elétrica de 110 km (ciclo europeu). O desempenho também agrada, com um 0 a 100 km/h cumprido em 8,4 segundos (um décimo a menos que a GL).

No entanto, a grande estrela da ficha técnica é a autonomia combinada. A BYD promete até 1.045 km de alcance na versão GS e 1.000 km na versão GL rodando apenas com gasolina. Com etanol no tanque, o alcance combinado chega a expressivos 770 km, números que posicionam o SUV no pódio da eficiência energética no Brasil.

Tecnologia, segurança e pacote de equipamentos

Como já é tradição da marca chinesa, o pacote tecnológico é farto. Desde a versão de entrada (GL), o Atto 2 oferece seis airbags, frenagem automática de emergência e a tradicional central multimídia rotativa da BYD, aqui com tela de 10,1 polegadas.

A configuração topo de linha (GS) justifica o salto no preço adicionando itens de requinte e condução semiautônoma (ADAS). O pacote inclui:

  • Central multimídia rotativa maior, com 12,8 polegadas;
  • Teto solar panorâmico;
  • Função V2L (Vehicle to Load), que permite usar a bateria do carro para alimentar equipamentos externos;
  • Monitoramento de ponto cego;
  • Frenagem de tráfego cruzado traseiro e alerta de colisão traseira;
  • Assistente de permanência em faixa;
  • Sistema de reconhecimento de placas de trânsito.

A BYD ressalta que o Atto 2 é apenas o pontapé inicial de um amplo processo de hibridização flex que abrangerá boa parte de sua linha no país nos próximos anos. Os dados oficiais de consumo e autonomia pelo padrão do Inmetro (PBEV) serão divulgados pela marca nas próximas semanas.

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