A mobilidade urbana de duas rodas está passando por uma verdadeira revolução silenciosa. As motos elétricas continuam ganhando tração no Brasil, deixando de ser apenas uma curiosidade tecnológica para se tornarem um forte desejo de consumo. Um levantamento recente divulgado pela Webmotors comprova essa tendência: o termo “motos elétricas” rompeu a barreira dos 7 milhões de buscas nas principais plataformas digitais nos últimos 12 meses.
O estudo, que analisou o volume de pesquisas entre março de 2025 e fevereiro de 2026 em redes como Google, YouTube, TikTok, X, Bing e Pinterest, aponta que a curiosidade do brasileiro só aumenta. Apenas nos últimos três meses, o interesse por esse segmento acelerou impressionantes 22%.
Rio de Janeiro na Liderança da Mobilidade Verde
Se você acha que São Paulo, a capital nacional do trânsito, é quem mais procura por essas alternativas, prepare-se para uma surpresa. O levantamento revelou que o estado do Rio de Janeiro é o líder absoluto nas pesquisas por motos elétricas no último ano.
O Top 10 dos estados mais interessados:
Rio de Janeiro
São Paulo
Santa Catarina
Paraná
Espírito Santo
Minas Gerais
Rio Grande do Sul
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Distrito Federal
De acordo com a Webmotors, a forte concentração nas regiões Sul e Sudeste evidencia que o interesse pelas soluções de mobilidade elétrica está diretamente ligado a áreas com maior infraestrutura urbana e desenvolvimento econômico.
Das Buscas para as Ruas: O Mercado Acelera
O “boom” nas pesquisas virtuais já se reflete no asfalto. Segundo dados da Fenabrave citados no estudo, os emplacamentos de motos elétricas no Brasil chegaram a 7.133 unidades entre janeiro e outubro de 2025. Esse volume representa um crescimento de 20,5% em comparação com o mesmo período de 2024.
O que atrai o consumidor final? A resposta está na união entre sustentabilidade e economia. Além de zero emissão de gases poluentes, as motos elétricas oferecem custos operacionais e de manutenção consideravelmente menores quando comparadas às tradicionais movidas a combustão.
Como Funcionam e Por Que São Tão Práticas?
Diferente do ronco e da complexidade mecânica dos motores a combustão, a mecânica elétrica é pautada pela simplicidade.
Manutenção Reduzida: Esqueça a troca de óleo, regulagem de válvulas, troca de filtros de ar ou velas. O motor elétrico exige muito menos visitas à oficina.
Recarga Descomplicada: Na imensa maioria dos modelos oferecidos no mercado, o processo é tão simples quanto carregar um smartphone: basta conectar a moto (ou sua bateria removível) a uma tomada comum, respeitando a tensão indicada pela fabricante.
A Dúvida de Ouro: Precisa de CNH?
Com o aumento da popularidade, as dúvidas sobre a legislação também dispararam nas buscas. Afinal, qualquer um pode sair pilotando uma moto elétrica por aí? A resposta direta é não.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e as definições da Resolução 996/2023 do Contran, as regras são claras:
Motos e Ciclomotores Elétricos: Exigem emplacamento, registro e o condutor precisa ser habilitado na Categoria A ou possuir a ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores). O uso de capacete é obrigatório.
Equipamentos Autopropelidos: Como patinetes elétricos, skates e monaretas com especificações de potência e velocidade limitadas. Estes não exigem CNH, registro ou placa, mas devem circular restritamente em ciclovias ou áreas destinadas a pedestres.