A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) emitiu um alerta sobre sinais de desaquecimento no mercado de caminhões no Brasil em 2025, conforme balanço divulgado em 8 de maio de 2025. Pela primeira vez no ano, as vendas acumuladas de janeiro a abril ficaram 0,4% abaixo de 2024, caindo de 37.238 unidades para 37.094. Embora a queda seja pequena, indicando estabilidade, ela impactou a produção, que também recuou em abril.
Desempenho do Mercado de Caminhões em 2025
Vendas
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Acumulado (janeiro a abril):
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2025: 37.094 unidades, queda de 0,4% em relação a 2024 (37.238 unidades).
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Essa é a primeira retração anual em 2025, contrastando com o crescimento de 15% nas vendas de caminhões em 2024 (146 mil unidades, segundo a Anfavea).
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Dados da Fenabrave corroboram o desaquecimento: em abril, foram emplacados 9.038 caminhões, 1,77% menos que em março (9.201) e 14,23% menos que em abril de 2024 (10.537).
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Causas do Recuo:
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Altas taxas de juros: A taxa Selic, atualmente em 12,25%, pode subir para 14,25% no primeiro semestre de 2025, dificultando financiamentos.
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Restrição de crédito: Bancos estão mais seletivos, impactando a compra de veículos comerciais, que dependem de financiamento.
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Demanda setorial: Segmentos como cana-de-açúcar projetam queda de 10% em 2025 devido a queimadas em 2024, enquanto construção civil também enfrenta baixa demanda.
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Produção
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Abril 2025:
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Produzidas 11.020 unidades, queda de 6% em relação a março (11.720) e 5,5% menor que abril de 2024 (11.656).
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O recuo reflete um ajuste de estoques em fábricas e concessionárias, conforme explicado por Alexandre Parker, vice-presidente da Anfavea: “É um ajuste para os estoques de rede e fábrica. Ainda não é comprometedor, mas exige acompanhamento”.
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Acumulado (janeiro a abril):
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42.751 unidades produzidas, alta de 4,3% sobre 2024 (40.983 unidades).
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Apesar do crescimento acumulado, a desaceleração em abril contrasta com a alta de 8% no 1º trimestre e 42,8% nos dez primeiros meses de 2024 (117.403 unidades).
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Segmentos e Perspectivas
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Segmentos em Alta:
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Agronegócio: Projeção de safra recorde de 320 milhões de toneladas em 2025, com crescimento de 9-10% nas vendas de caminhões, impulsionado por exportações favorecidas pelo dólar acima de R$ 6.
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Carga frigorificada: Alta prevista de 4-5%, também beneficiada pelo câmbio.
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Mineração: Recuperação esperada devido à demanda chinesa por minério.
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Celulose: Investimentos milionários mantêm o setor aquecido.
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Segmentos em Baixa:
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Cana-de-açúcar: Queda de 10% devido a queimadas em 2024 e replantio insuficiente.
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Construção civil: Demanda reduzida, impactando vendas de caminhões pesados.
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Projeções da Anfavea para 2025:
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Vendas: Crescimento de 1,3% para caminhões, totalizando cerca de 149 mil unidades (caminhões e ônibus), contra 146 mil em 2024.
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Produção: Estabilidade, com 169,4 mil unidades (caminhões e ônibus), igual a 2024.
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Exportações: Alta de 4,3%, de 22 mil para 23 mil unidades.
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A safra recorde e a renovação de frotas (especialmente de empresas que compraram em 2020) são fatores positivos, mas as taxas de juros e o câmbio são desafios.
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