Carros populares sobrevivem no Brasil graças às vendas corporativas

Mercado de carros populares encolhe no Brasil, com apenas dois modelos de entrada sobrevivendo graças a vendas corporativas.
Redação QG do Automóvel
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RESUMO POR IA

O segmento de carros de entrada no Brasil encolheu drasticamente, representando apenas 6,5% dos licenciamentos em 2023, enquanto SUVs dominam com 48%. Apenas Fiat Mobi e Renault Kwid sobrevivem na categoria, dependendo fortemente de vendas diretas (80-85%). A exigência de mais itens de segurança e tecnologia reduz a lucratividade desses modelos. O futuro do segmento é incerto, com risco de extinção caso as condições de mercado não mudem.

 

A indústria automotiva brasileira está passando por uma transformação significativa no segmento de carros de entrada. Outrora líder de mercado, esta categoria agora representa apenas 6,5% dos licenciamentos nos primeiros nove meses de 2023, com 88,6 mil unidades vendidas. Em contraste, os utilitários esportivos dominam o mercado com 48% das vendas de automóveis de passeio.

Há duas décadas, sete modelos de entrada detinham 46% dos emplacamentos. Atualmente, apenas Fiat Mobi e Renault Kwid representam este segmento, após a descontinuação do Volkswagen Gol em 2022. A sobrevivência destes modelos depende fortemente das vendas diretas, que representam 80% e 85% de seus volumes, respectivamente, bem acima da média de 50% do mercado.

Esta dependência das vendas diretas é significativamente maior que a de outros modelos populares. Por exemplo, o líder de mercado Volkswagen Polo tem 67% de suas vendas nesta modalidade, enquanto modelos como Hyundai HB20 e Chevrolet Onix Plus têm cerca de 55%.

A legislação atual exige mais itens de segurança e tecnologia nos carros de entrada, aumentando seus custos de produção. Isso dificulta para as montadoras alcançarem as margens de lucro desejadas neste segmento, tornando-os menos atrativos para produção em comparação com modelos superiores.

Os preços sugeridos para Mobi e Kwid, em torno de R$ 75 mil, são significativamente menores que os modelos imediatamente superiores das mesmas marcas, que começam em R$ 86 mil a R$ 87 mil. Esta diferença de preço, aliada às vendas diretas, tem sido crucial para a sobrevivência do segmento. No entanto, o futuro dos carros de entrada no Brasil permanece incerto, com risco de extinção se as condições de mercado não se alterarem.

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