Governo lança Move Brasil 2: R$ 21,2 Bi para compra de caminhões, ônibus e implementos

Foram incluídos ônibus e implementos, com oferta de carência maior, de 12 meses, para autônomos
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O Governo Federal anunciou nesta quinta-feira (30) a segunda e aguardada etapa do programa Move Brasil. Com o objetivo de renovar e ampliar a frota nacional, o “Move Brasil 2” não apenas dobra o orçamento da fase anterior, mas também expande seu alcance para incluir ônibus e implementos rodoviários, além dos caminhões. A nova fase promete aquecer o setor de transportes com juros mais baixos e prazos de pagamento estendidos.

O montante disponibilizado chega a expressivos R$ 21,2 bilhões, sendo R$ 14,5 bilhões provenientes do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), instituição que será responsável pela operação da linha de crédito. O valor supera em mais que o dobro os cerca de R$ 10 bilhões ofertados na primeira fase do programa.

Condições Facilitadas: 10 Anos para Pagar
Uma das grandes novidades do Move Brasil 2 é a flexibilização das condições financeiras, um pleito antigo do setor, encabeçado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Prazos: O tempo máximo para pagamento dobrou de 60 para 120 meses (10 anos).
Carência: Passa de 6 para 12 meses para trabalhadores autônomos.
Juros: Taxas atrativas entre 11,3% e 12,5% ao ano.
Parcelas: Prestações iniciais a partir de R$ 3.000.
O presidente da Anfavea, Igor Calvet, celebrou a medida durante o lançamento no Palácio do Planalto: “O Move Brasil dá condições para que o custo de aquisição seja menor, o que é traduzido em menores preços para o consumidor final”. Calvet ressaltou que o programa beneficia diretamente caminhoneiros e frotistas, e não apenas as montadoras.

Quem Pode Participar e Regras do Move Brasil 2
O programa foi desenhado para atender diferentes perfis do setor de transportes, desde o motorista independente até grandes empresas. O limite de financiamento por beneficiário é de até R$ 50 milhões. Do orçamento total, R$ 2 bilhões estão reservados exclusivamente para motoristas autônomos (o dobro do previsto em 2025).

Público-alvo:

Transportadores autônomos de cargas;
Pessoas físicas associadas a cooperativas de transporte rodoviário;
Empresários individuais ou pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano (cargas e passageiros).
Regras de Aquisição:
Origem do Veículo
Fabricação nacional, cumprindo as regras de conteúdo local do BNDES.
Tipo de Veículo
Novos (para todos). Seminovos liberados para autônomos e cooperativados (via Medida Provisória).
Sustentabilidade
Crédito condicionado à compra de veículos com menor consumo de combustível e menores emissões de poluentes.

Medidas Provisórias e Apoio Extra
Para viabilizar a injeção de crédito, o governo editou duas Medidas Provisórias (MPs). A primeira autoriza a União a ampliar em até R$ 2 bilhões sua participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), ajudando a oferecer garantias de crédito para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

A segunda MP cria um Crédito Extraordinário de R$ 17 bilhões. Este montante cobre os aportes no FGI (R$ 2 bilhões), a expansão do Move Brasil (R$ 14,5 bilhões) e injeta R$ 500 milhões no Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), visando fortalecer as exportações brasileiras.

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