ZF avança em sustentabilidade e atinge marca de “Aterro Zero” em mais duas fábricas no Brasil

As unidades de São Bernardo do Campo e Sumaré (SP) agora destinam 100% de seus resíduos sólidos para reciclagem e reutilização, reforçando a meta global de neutralidade climática da companhia
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A ZF América do Sul encerrou o último exercício fiscal com um avanço significativo em sua agenda ESG. As unidades paulistas de São Bernardo do Campo e Sumaré tornaram-se as mais recentes operações da multinacional a conquistar o certificado de Aterro Zero. Com isso, elas se juntam às plantas de Limeira e Sorocaba 2 na lista de unidades que não enviam mais resíduos sólidos para aterros sanitários.

Juntas, as duas novas operações passarão a destinar aproximadamente 285 toneladas de materiais por ano para processos de reciclagem, reutilização, compostagem e recuperação energética.

O caminho para a neutralidade climática
A iniciativa faz parte de um cronograma rigoroso. Segundo Celso Guerra, gerente sênior de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da ZF América do Sul, a decisão de implementar o aterro zero nasceu de um desafio regional baseado em métricas de 2019.

“A meta é alcançar a neutralidade climática até 2040. No ano seguinte [ao levantamento de dados], passamos a executar o modelo. Agora, em 2026, o aterro zero passou a ser mandatório em nível global para a ZF”, explica o executivo.

Complexidade logística e industrial
Transformar uma planta industrial em uma operação de aterro zero não é uma tarefa simples. O processo exige mapeamento detalhado e parcerias estratégicas. Na unidade de São Bernardo do Campo, responsável pela produção de componentes de embreagem, a equipe de sustentabilidade rastreou 28 tipos diferentes de resíduos, que vão desde lâmpadas descartadas até óleos industriais.

Para Guerra, a correta destinação desses materiais exige um alinhamento fino com parceiros logísticos para garantir que o destino final seja, de fato, ambientalmente correto.

Vantagens além do meio ambiente
A adoção do aterro zero traz benefícios que extrapolam a imagem institucional. Segundo a ZF, o modelo de coleta seletiva e gestão inteligente incorpora vantagens econômicas diretas, como:

Redução no consumo de água;
Eficiência energética;
Engajamento social e conformidade com os pilares ESG (Ambiental, Social e Governança).
Próximos passos na América do Sul
A jornada da ZF rumo à sustentabilidade total continua. O próximo passo da companhia é levar o modelo de aterro zero para as unidades de Sorocaba 1 e Itu, no interior de São Paulo, além da planta de San Francisco, na província de Córdoba, Argentina.

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