A paisagem das ruas brasileiras está mudando mais rápido do que muitos previam. Nas parciais de vendas de fevereiro de 2026, um marco histórico foi registrado: o BYD Dolphin Mini alcançou a 8ª posição entre os automóveis de passeio mais vendidos do país. Com 2.701 unidades emplacadas até o momento, o modelo chinês não apenas entra no Top 10 pela primeira vez, mas o faz atropelando nomes pesados e consolidados do mercado nacional.
O Salto do “Pequeno Notável”
Desde sua estreia em solo brasileiro, em fevereiro de 2024, o Dolphin Mini vinha mantendo uma performance constante, mas discreta, geralmente orbitando a 20ª posição no ranking da Fenabrave. Em janeiro de 2026, o modelo já dava sinais de fôlego ao atingir o 17º lugar, mas o desempenho de fevereiro é, sem dúvida, o seu “pulo do gato”.
O feito é simbólico. Ver um carro 100% elétrico à frente de best-sellers como Chevrolet Onix e Jeep Compass sinaliza uma maturidade precoce do consumidor brasileiro em relação à mobilidade sustentável, especialmente no ambiente urbano.
Ranking Parcial: Os Automóveis Mais Vendidos (Fev/2026)
Até o momento, as vendas de fevereiro mostram o seguinte cenário:
Volkswagen Polo – 4.688 unidades emplacadas
Fiat Argo – 3.674 unidades emplacadas
Fiat Mobi – 3.544 unidades emplacadas
Hyundai Creta – 3.495 unidades emplacadas
Hyundai HB20 – 3.411 unidades emplacadas
Volkswagen T-Cross – 3.000 unidades emplacadas
Volkswagen Tera – 2.998 unidades emplacadas
BYD Dolphin Mini – 2.701 unidades emplacadas
Fiat Fastback – 2.424 unidades emplacadas
Chevrolet Onix – 2.376 unidades emplacadas
Chevrolet Tracker – 2.248 unidades emplacadas
Jeep Compass – 2.191 unidades emplacadas
BYD Song Plus – 2.169 unidades emplacadas
Volkswagen Nivus – 2.064 unidades emplacadas
Toyota Corolla Cross – 1.840 unidades emplacadas
Honda HR-V – 1.760 unidades emplacadas
Fiat Pulse – 1.759 unidades emplacadas
GWM Haval H6 – 1.737 unidades emplacadas
Honda WR-V – 1.643 unidades emplacadas
Nissan Kicks – 1.577 unidades emplacadas
Por que o Dolphin Mini subiu tanto?
Além do apelo tecnológico e do custo por quilômetro rodado imbatível, há uma estratégia de bastidores movendo esses números. A BYD intensificou sua atuação no setor corporativo e de frotistas.
Recentemente, a marca selou uma parceria estratégica para o fornecimento de veículos via venda direta. Como esses acordos preveem entregas mensais programadas, o impacto nos emplacamentos deve ser sentido de forma contínua ao longo do ano. No entanto, o volume registrado em fevereiro sugere que uma grande leva dessas unidades já chegou às ruas, turbinando o ranking.
O que esperar até o fim do mês?
Embora os números sejam parciais e a Fenabrave ainda vá consolidar os dados finais, a tendência é de estabilidade para a BYD. Ocupar a 8ª posição à frente do Onix (tradicional ocupante do pódio em anos anteriores) é um recado claro às montadoras tradicionais: o carro elétrico de entrada deixou de ser um nicho para se tornar um protagonista de volume.