A britânica Lotus, cultuada mundialmente por sua herança gloriosa no automobilismo e na Fórmula 1, está oficialmente de malas prontas para o mercado brasileiro. A marca que serviu de casa para Ayrton Senna entre 1985 e 1987 chegará ao país de forma independente, sem a participação direta de sua atual controladora, a chinesa Geely. A operação será comandada pela recém-criada LTS Brasil.
À frente do projeto está o ex-piloto Clemente Faria Junior, que já atua de forma robusta no setor automotivo através do Grupo Bamaq. A empresa será a responsável integral pela marca no Brasil, assumindo a importação, vendas, fornecimento de peças e assistência técnica.
A Força por Trás da LTS Brasil
O Grupo Bamaq traz um peso considerável para a operação. Além de atuar com veículos pesados da New Holland, o grupo já possui experiência no mercado premium e de luxo, gerindo concessionárias de marcas como Porsche, Mercedes-Benz e GWM, além de forte presença no setor de consórcios.
“Trazer a Lotus para o Brasil é assumir o compromisso de construir uma marca com visão de longo prazo. Mais do que vender carros, a Lotus no Brasil entregará uma experiência de luxo completa, sustentada por um ecossistema empresarial sólido e diversificado”, afirma Clemente Faria Junior.
Portfólio sem Restrições: Tudo o que a Lotus tem a oferecer
Focada em um nicho de altíssimo padrão, a LTS Brasil promete não economizar na oferta de modelos. O portfólio nacional contará com a linha completa disponível no exterior, dividida entre a tradição a combustão e a nova era da eletrificação.
1. Lotus Emira: O purismo de Colin Chapman

Substituto do icônico Evora, o Emira é o elo com o passado glorioso da marca, focando na conexão visceral entre piloto e máquina. Com motor central-traseiro e dois lugares, ele é oferecido em duas motorizações principais:
Motor 2.0 Turbo (Quatro cilindros): Trabalha com câmbio DCT de oito marchas, entregando 400 cv e 48,9 kgfm de torque. Acelera de 0 a 100 km/h em 4,9 segundos, com máxima de 291 km/h.
Motor 3.5 V6: Presente nas versões SE e SE Racing Line, também na casa dos 400 cv, mas com 43,8 kgfm de torque, com opções de câmbio automático ou manual de seis marchas.
Apesar de ser mais pesado que os antigos modelos da marca (como o Elise, que não passava dos 1.000 kg), o Emira pesa cerca de 1.400 kg, mantendo-se extremamente ágil em comparação aos seus irmãos eletrificados.
2. Lotus Eletre: O super SUV elétrico

Derivado da plataforma Electric Premium Architecture (uma evolução da base da Geely), o Eletre impressiona pelas dimensões de 5,10 metros de comprimento — rivalizando em porte com o Lamborghini Urus.
Desempenho: A versão de entrada com motor duplo entrega 600 cv, indo de 0 a 100 km/h em menos de 3 segundos. Nas versões topo de linha, a potência assusta: 900 cv e mais de 100 kgfm de torque.
Bateria e Autonomia: O pacote de 100 kWh garante cerca de 600 km de autonomia (ciclo WLTP). Graças à arquitetura de 800V, suporta recargas de até 350 kW, recuperando 400 km de alcance em apenas 20 minutos.
Tecnologia: Recheado de telas e equipado com sensores LiDAR, o Eletre é capaz de condução autônoma avançada.
3. Lotus Emeya: O anti-Taycan

O primeiro sedã de quatro portas da marca desde o Carlton dos anos 1990 chega para brigar diretamente com o Porsche Taycan. Grandalhão, o Emeya ostenta 5,14 metros de comprimento e generosos 3,07 metros de entre-eixos. Com tração integral, suas configurações mais extremas podem alcançar 905 cv e 100,4 kgfm de torque.
4. Lotus Evija: A joia rara

Para coroar a vitrine tecnológica, a marca conta com o hipercarro elétrico Evija. Trata-se de uma verdadeira peça de colecionador, com produção global estritamente limitada a 130 unidades.
Como o foco é exclusividade e imagem de marca, a Lotus chega para ser a demonstração máxima de luxo e performance automotiva no Brasil, com preços que certamente refletirão seu status de vitrine tecnológica.