Trabalhadores da GM em São José dos Campos aprovam aviso de greve por impasse na PLR 2026

Sindicato informa que montadora acena com alteração do valor preestabelecido em acordo firmado em 2025
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O clima esquentou na fábrica da General Motors em São José dos Campos, no interior paulista. Na manhã desta sexta-feira (17), os trabalhadores da unidade aprovaram um aviso de greve em assembleia, abrindo caminho para uma possível paralisação da produção nos próximos dias.

O estopim para a mobilização é um impasse nas negociações referentes à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2026. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e região, a montadora tenta alterar os termos de um acordo que já havia sido selado no ano passado.

O Impasse Financeiro
A principal queixa da entidade sindical recai sobre a tentativa da GM de incluir novas metas de absenteísmo, consideradas “inatingíveis” pelos representantes dos trabalhadores. Essa mudança impactaria diretamente o bolso dos metalúrgicos.

Valor preestabelecido da PLR: R$ 20.780
Redução estimada com as novas metas: Cerca de R$ 2.000 a menos por funcionário.
O Sindicato publicou um comunicado logo após a assembleia, destacando que a mobilização visa pressionar a direção da montadora a cumprir o acordo original sem cortes.

Produção em Alta, Clima Tenso
A tentativa de redução nos repasses da PLR ocorre em um momento de otimismo industrial para a planta paulista, responsável pela fabricação da picape média Chevrolet S10 e do SUV Trailblazer.

De acordo com o sindicato, a previsão da General Motors é aumentar o volume de produção este ano.
“É inaceitável que, em um cenário de aumento de produção, a direção da General Motors tente retirar parte da PLR dos trabalhadores. O que defendemos é o cumprimento integral do acordo e vamos à greve, se for preciso”, afirmou Renato Almeida, secretário-geral do Sindicato.

O que diz a General Motors
Procurada para comentar o caso, a General Motors emitiu uma nota confirmando que existe um processo de negociação em andamento com o sindicato. No entanto, a montadora foi categórica ao afirmar que, por política interna, “a empresa não comenta detalhes de negociações em curso”.

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