A indústria brasileira de implementos rodoviários inicia na próxima semana uma ofensiva estratégica para fortalecer sua presença no mercado externo. Entre os dias 17 e 19 de março, Santiago, no Chile, será o palco da primeira rodada de negócios do programa Move Brazil em 2026. A iniciativa, promovida pela Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) em parceria com a ApexBrasil, contará com a participação de 48 empresas brasileiras.
O Chile não foi escolhido ao acaso. O país é, atualmente, o principal destino dos implementos fabricados no Brasil. Embora os dados detalhados por país referentes a 2025 ainda não tenham sido fechados, o histórico recente confirma a hegemonia chilena: em 2024, o mercado vizinho liderou as importações com 1.124 equipamentos, seguido por Paraguai (1.031) e Uruguai (373).
O Salto nas Exportações
Enquanto o mercado interno enfrentou desafios em 2025 — encerrando o ano com uma retração de 6% nas vendas —, o braço exportador da indústria vive um momento de euforia. No ano passado, as exportações brasileiras de reboques e semirreboques deram um salto de 43,49%, saltando de 3.456 unidades em 2024 para 4.959 unidades em 2025.
Para Jose Carlos Sprícigo, presidente da Anfir, a competitividade técnica é o diferencial do produto nacional:
“As empresas brasileiras têm oferecido soluções bastante adequadas às demandas do mercado chileno, o que explica a preferência dos operadores logísticos locais por nossos produtos”, afirma o executivo.
Empresas Participantes
A delegação brasileira em Santiago representa o “estado da arte” da engenharia de transporte nacional, englobando desde gigantes de implementos até fornecedores de componentes e tecnologia:
Implementos e Carrocerias: Facchini, Randon, Librelato, Rodovale, Rossetti, Truckvan, Ibiporã, Triel, entre outras.
Componentes e Tecnologia: Hyva do Brasil, Frigo King, Master (RAV), Jost (dentro do ecossistema Randon), e marcas como Braslux e ComLink.