A União Europeia (UE) decidiu revisar o plano de vetar a venda de carros novos movidos a gasolina e diesel a partir de 2035. A reavaliação, anunciada em dezembro de 2025, leva em conta os avanços recentes em combustíveis sintéticos e biocombustíveis.
Segundo o comissário de transportes da UE, Apostolos Tzitzikostas, a mudança de rota se justifica pelos progressos tecnológicos — e a regulamentação passará a aceitar alternativas como e-fuel e combustíveis vegetais, em vez de exigir exclusivamente veículos elétricos.
A nova estratégia também visa proteger a competitividade da indústria automotiva europeia, ameaçada pela concorrência de montadoras de países como a China. Além disso, a UE pretende estimular a produção de modelos com preço mais acessível — incluindo carros elétricos e híbridos — para ampliar a transição dentro de limites econômicos e sociais viáveis.
Em 2023, o plano original previa que todos os veículos novos comercializados na UE teriam emissões zero a partir de 2035, com metas intermediárias de redução de CO₂ já em 2030.
Mas com a decisão recente, essa meta deixa de ser definitiva — abrindo espaço para combustíveis alternativos e motores de combustão mais limpos, sob novos critérios de sustentabilidade.
A mudança marca uma guinada nas políticas de mobilidade e clima do bloco europeu: em vez de um corte abrupto nos motores a combustão, a aposta agora será em múltiplas soluções — elétricos, híbridos e combustíveis de baixo carbono — para acelerar a transição de forma equilibrada.