Um verdadeiro fenômeno de vendas. O BYD Seagull, conhecido e celebrado no Brasil como Dolphin Mini, acaba de atingir a marca de 1 milhão de unidades vendidas em todo o mundo. O número, por si só um marco histórico para um carro elétrico, impressiona ainda mais pela velocidade com que foi alcançado: apenas 25 meses desde sua estreia nas concessionárias na China, em maio de 2023.
O sucesso do hatch compacto é global e o consumidor brasileiro tem um papel de destaque nessa trajetória. Em pouco mais de um ano de mercado, o Dolphin Mini já soma 33 mil unidades vendidas no Brasil, consolidando-se como o carro elétrico mais negociado no país em 2025. Seu desempenho o posiciona de forma competitiva até mesmo no ranking geral de hatches pequenos, onde já figura na quinta colocação.
Globalmente, o Seagull não é apenas a opção mais acessível da BYD, mas também seu carro-chefe em vendas, respondendo por aproximadamente 13% de todos os emplacamentos da montadora em seu mercado doméstico, a China. Lançado com um preço agressivo, hoje o modelo custa o equivalente a US$ 8,9 mil no mercado chinês, o que foi um fator decisivo para sua rápida popularização. Apenas nos primeiros cinco meses de 2025, foram negociadas 144 mil unidades na China, um crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Expansão Acelerada e Produção no Brasil
Os números globais do modelo devem ganhar ainda mais tração no segundo semestre. Em maio, o hatch elétrico foi lançado no mercado europeu sob um terceiro nome, Dolphin Surf. A versão destinada à Europa, no entanto, chega mais robusta, com bateria de maior capacidade, motor mais potente e 210 mm a mais no comprimento, com um preço inicial próximo de US$ 23 mil.
Para o mercado brasileiro, a notícia mais aguardada foi confirmada pela BYD: o Dolphin Mini será o primeiro veículo da marca a ganhar passaporte brasileiro. O compacto será o responsável por inaugurar a linha de montagem da nova fábrica da montadora em Camaçari, na Bahia, a partir do segundo semestre deste ano. A produção nacional é um passo estratégico para a BYD, que busca consolidar sua liderança e ampliar o acesso aos veículos elétricos na América Latina, tendo o Brasil como seu principal polo de produção fora da Ásia.