RESUMO POR IA
As vendas de veículos leves no Brasil cresceram 7,1% no primeiro trimestre de 2025, impulsionadas principalmente por um aumento de 25,3% nos importados, que atingiram 112,8 mil unidades e representaram 20,5% do mercado. Enquanto os veículos produzidos localmente tiveram alta modesta de 3%, os modelos chineses se destacaram com crescimento de 33,2%, antecipando-se ao aumento previsto do Imposto de Importação para eletrificados em julho. A Argentina manteve-se como principal origem dos importados (47% do total), com alta de 39,5%, enquanto as importações do México caíram.
O mercado brasileiro de veículos leves registrou crescimento de 7,1% nas vendas no primeiro trimestre de 2025, impulsionado principalmente pelo aumento na demanda por carros importados. De acordo com dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), as vendas de modelos vindos de fora do país atingiram 112,8 mil unidades, um salto de 25,3% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram emplacadas 90,2 mil unidades.
Enquanto os importados ampliaram sua participação para 20,5% do mercado, os veículos produzidos no Brasil tiveram alta mais modesta: 3%, passando de 395,3 mil para 407,2 mil unidades. O cenário reflete, em parte, a estratégia de montadoras estrangeiras, sobretudo as chinesas, que aceleraram as importações diante da expectativa de novo aumento no Imposto de Importação para veículos eletrificados, previsto para julho.
China acelera importações antes de sobretaxa
Segundo Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, as montadoras chinesas já começaram a antecipar embarques, repetindo movimento observado no ano passado, quando a medida gerou estoques de 86 mil veículos e até congestionamentos em portos. No primeiro trimestre, as vendas de modelos chineses cresceram 33,2%, saltando de 24,1 mil para 32,1 mil unidades.
Apesar do avanço, a Argentina segue como principal origem dos veículos importados pelo Brasil, com 47% de participação (quase 53 mil unidades vendidas, alta de 39,5%). Já as importações do México caíram de 10,8 mil para 8 mil unidades no comparativo anual.