Acordo Histórico: GM paga adicional de periculosidade a eletricistas após 24 Anos de disputa judicial

Empresa paga adicional a eletricistas após batalha judicial de 24 anos.
Redação QG do Automóvel
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RESUMO POR IA

Após 24 anos de batalha judicial, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos anunciou um acordo com a General Motors para pagar um adicional de periculosidade de 30% aos eletricistas da planta de São José. A decisão, que seguiu uma condenação do TRT-15 no ano passado, foi confirmada em assembleia, com a GM comprometendo-se a desembolsar cerca de R$ 195 milhões para beneficiar aproximadamente 350 eletricistas, sendo que 200 ainda empregados receberão o adicional em seus salários este mês, além de um ano de estabilidade no emprego.

 

Após uma longa batalha judicial que durou 24 anos, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos anunciou nesta quinta-feira (19) um acordo significativo com a General Motors. A montadora comprometeu-se a pagar um adicional de periculosidade de 30% aos eletricistas da sua planta em São José dos Campos.

 

A decisão vem na esteira de uma condenação pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) em maio do ano passado, que obrigou a GM a conceder este benefício. Apesar de um recurso apresentado pela empresa na época, um acordo foi finalmente alcançado após uma assembleia com os trabalhadores.

 

O acordo, celebrado em assembleia na sede do Sindicato, prevê que a GM desembolse cerca de R$ 195 milhões para beneficiar aproximadamente 350 eletricistas. Destes, 200 ainda estão empregados e começarão a receber o adicional de 30% em seus salários a partir deste mês, juntamente com um ano de estabilidade no emprego. Além disso, o acordo estende o direito ao adicional para aqueles que aderiram a Programas de Demissão Voluntária (PDV) durante o período em questão.

 

A luta pelo adicional de periculosidade foi motivada pela natureza de alto risco do trabalho dos eletricistas, que frequentemente realizam manutenções com equipamentos energizados, aumentando substancialmente o risco de acidentes. Este acordo não só resolve uma disputa de longa data mas também reconhece os perigos enfrentados pelos trabalhadores diariamente.
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