Setor de caminhões teve crescimento histórico em 2024

Setor de caminhões registra crescimento recorde no Brasil em 2024, mas projeções apontam desaceleração em 2025.
Redação QG do Automóvel
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

RESUMO POR IA

A Anfavea revelou que 2024 foi um ano histórico para o setor automotivo no Brasil, com o maior crescimento de mercado desde 2007 e um ciclo de investimentos de R$ 180 bilhões. No segmento de caminhões, a produção deve crescer 41,1%, chegando a 141,9 mil unidades, com 11,4 mil previstas para dezembro, totalizando 130,5 mil até novembro. Entretanto, para 2025, Eduardo Freitas, vice-presidente da Anfavea, prevê uma desaceleração devido ao aumento das taxas de juros e ao câmbio, com um crescimento de mercado de apenas 2,1%, impactando a produção.

 

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou na última reunião de desempenho do ano suas estimativas para o setor automotivo em 2024, um período que a entidade descreveu como histórico. O mercado de veículos no Brasil vivenciou o maior crescimento desde 2007, acompanhado pelo anúncio de um ciclo de investimentos sem precedentes de R$ 180 bilhões para os próximos anos.

 

No segmento de caminhões, especificamente, a Anfavea projeta um aumento de 41,1% para o ano, passando de 100,5 mil unidades produzidas em 2023 para 141,9 mil em 2024. Essa estimativa é sustentada pela produção de 11,4 mil caminhões prevista para dezembro, somando-se às 130,5 mil unidades já montadas de janeiro a novembro, o que representa um crescimento de 41,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, que foi de 92,2 mil.

 

Em novembro, a produção foi de 13,1 mil caminhões, um aumento de 31,3% em comparação com os 10 mil de novembro de 2023, embora tenha havido uma queda de 11% em relação ao mês anterior, outubro, que registrou 14,7 mil unidades.

 

Eduardo Freitas, vice-presidente da Anfavea, alertou sobre as condições para 2025, onde a expectativa de um ciclo de alta nas taxas de juros e a influência do câmbio poderiam desacelerar a demanda. “É provável um crescimento inercial nas vendas de pesados. A projeção é de mercado 2,1% maior, por isso a produção não cresce”, afirmou Freitas, indicando um cenário de moderação no ritmo industrial para o próximo ano.

 

Este período de crescimento, portanto, pode ser visto como um ponto alto antes de um possível ajuste no mercado de caminhões, conforme as variáveis econômicas começam a impactar o setor.
Carregar Comentários