Funcionários da ALPINE anunciam GREVE e PROTESTOS em Monza nesta sexta

Funcionários da equipe Alpine da Fórmula 1 se mobilizam contra a transição para motores Mercedes, temendo perda de empregos e enfraquecimento da presença francesa na categoria.
Redação QG do Automóvel
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Em um movimento que marca o fim de uma era, a equipe Alpine da Fórmula 1 está prestes a abandonar o uso dos motores Renault, uma parceria que remonta a quase meio século de história e sucesso, incluindo 12 títulos mundiais como fabricante de motores. A decisão, que visa a transição para motores Mercedes a partir de 2026, não só representa o desaparecimento das atividades da F1 em solo francês mas também prenuncia uma significativa demissão em massa na fábrica de Viry-Châtillon, na França.

A informação, trazida à luz pela repórter @maribecker, revela um cenário de descontentamento e resistência. Os funcionários da Alpine, cientes do impacto desta mudança, argumentam que o prestígio e a excelência industrial da França estão em risco. Eles acreditam que o projeto da marca Alpine pode avançar sem a necessidade de sacrificar a motorização francesa na maior categoria do automobilismo mundial.

Nesta sexta-feira, o autódromo de Monza se transformará em palco de protestos. Os funcionários da Alpine planejam usar braçadeiras pretas como sinal de luto e protesto, enquanto torcedores e simpatizantes exibirão faixas nas arquibancadas. Apesar da tensão, os manifestantes garantem que as ações não afetarão as operações da equipe durante os treinos livres.

Este movimento de protesto sublinha a profunda ligação entre a identidade nacional francesa e sua presença na F1, uma relação que agora enfrenta um ponto de inflexão com implicações que vão além do esporte, tocando o coração da indústria automobilística e do emprego local.

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