A Mulher no Volante: Desconstruindo Mitos e Celebrando Conquistas

Dados desafiam a noção de que mulheres são 'perigo constante' no volante e destacam a importância de combater preconceitos de gênero no trânsito.
Redação QG do Automóvel
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A desigualdade de gênero ainda é evidente nas estatísticas de trânsito, mas não da maneira como muitos presumem.

O ditado popular “mulher no volante, perigo constante” é uma frase que ecoou por décadas, refletindo uma mentalidade antiquada que associava as mulheres à incompetência ao dirigir. No entanto, ao longo da história brasileira, as mulheres têm desafiado esses estereótipos e conquistado seu espaço nas estradas, contribuindo significativamente para a condução segura e eficiente.

Seja dirigindo como profissionais, levando os filhos para a escola ou competindo em corridas, as mulheres têm mostrado que têm habilidade e talento ao volante, desafiando os estereótipos que as colocavam em um papel secundário no trânsito. Apesar dos avanços, persistem os desafios.

Na prática, a questão da desigualdade de gênero no trânsito vem com uma “surpresa”. De acordo com dados recentes, as mulheres se envolvem em menos acidentes do que os homens. Isso pode sugerir que, quando estão atrás do volante, elas tendem a ser mais cautelosas e respeitar mais as regras da estrada.

Segundo o Painel de Resultados do Infosiga SP (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), em 2023 houve 3.479 mortes de condutores em acidentes de trânsito no Estado, sendo 3.225 do gênero masculino e, apenas, 254 do gênero feminino. Sendo assim, mulheres representam apenas 7,3% desses acidentes, mesmo sendo 35% das pessoas habilitadas no país, segundo dados do mesmo ano.

Esses dados desafiam diretamente a noção de que as mulheres são “perigo constante” quando dirigem e destacam a importância de combater os preconceitos de gênero que permeiam a sociedade. Reconhecer e valorizar as habilidades das mulheres ao volante não apenas promove a igualdade de gênero, mas também contribui para a segurança nas estradas e para uma cultura de respeito mútuo no trânsito.

À medida que celebramos as conquistas das mulheres ao volante e reconhecemos seu papel fundamental na condução segura, é essencial continuar desafiando os estereótipos de gênero e promovendo a igualdade de oportunidades em todas as esferas da sociedade. Mulheres no volante não representam perigo constante, mas sim uma força vital que impulsiona o progresso e a segurança nas estradas do Brasil e do mundo.

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